O CAPS AD III Alcenir Veras da Silva participou de mais uma edição do Circuito Araribóia de Economia Solidária com a barraca "Arte à Veras", em uma ação realizada em parceria com o Centro de Convivência e Cultura (CeCo). A iniciativa reafirma o compromisso da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com a promoção da cidadania, da autonomia e da inclusão social das pessoas acompanhadas pelos dois serviços.
Durante a feira, usuários, acompanhados pela equipe multiprofissional do CAPS AD III, apresentaram e comercializaram peças de artesanato, acessórios e objetos de decoração produzidos nas oficinas terapêuticas. Mais do que uma oportunidade de expor os trabalhos, a participação no circuito representa uma importante estratégia de cuidado, que estimula o protagonismo, fortalece habilidades e amplia as possibilidades de geração de renda.
Na atenção psicossocial, iniciativas de Economia Solidária são ferramentas importantes para o processo de reabilitação psicossocial. A possibilidade de produzir, comercializar e receber pelo próprio trabalho contribui para o fortalecimento da autoestima, da autonomia e da independência financeira, além de favorecer a reconstrução de projetos de vida.
Para a assistente social do CAPS AD III, Michela Figur dos Santos, que acompanhou a atividade, a experiência vai muito além da venda dos produtos.
"A Economia Solidária possibilita que os usuários sejam reconhecidos pelas suas capacidades e talentos. Estar na feira, dialogar com o público e ver o resultado do próprio trabalho fortalece a autoestima, amplia a autonomia e mostra que o cuidado em saúde mental também passa pela inclusão social e pela construção de novas oportunidades", destacou.
Além de incentivar a geração de renda, a participação em espaços públicos como o Circuito Araribóia amplia a inserção dos usuários na cidade, fortalece o convívio comunitário, contribui para a redução do estigma relacionado ao sofrimento psíquico e ao uso abusivo de álcool e outras drogas e reafirma o direito à participação social. Ao ocupar esses espaços, os usuários exercem sua cidadania, demonstram suas potencialidades e constroem novas perspectivas para além do cuidado em saúde.
